O Ministério da Saúde informou que os três casos graves investigados após a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan aconteceram em profissionais da atenção primária à saúde. Entre esses casos, estão duas mortes e uma internação em UTI, com recuperação. Apesar disso, o governo afirma que não há provas suficientes para ligar diretamente a vacina aos eventos.
Até agora, foram identificados 42 eventos adversos graves entre cerca de 500 mil doses aplicadas no país. Por precaução, a vacinação foi suspensa temporariamente para aprofundar as investigações. A maior parte das doses, aproximadamente 417 mil, foi aplicada em profissionais como agentes comunitários, médicos de família e enfermeiros.
Além dos trabalhadores da saúde, a vacina foi aplicada em massa em algumas cidades, como Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e região de Araguaína (TO), totalizando cerca de 83 mil doses para pessoas entre 15 e 59 anos. Nenhum dos casos graves e mortes ocorreu nessas regiões, que também apresentaram menos eventos adversos em comparação ao total nacional.
O ministro Alexandre Padilha reforçou que a maioria das doses está nas mãos dos profissionais de saúde, que estão protegidos contra a dengue, e garantiu que as investigações continuam para esclarecer os casos graves.
Com informações do Agora RN.
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