MENU
quarta-feira, 29 julho / 2026

As novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros devem ter impacto limitado no saldo geral da balança comercial do Brasil, mas complicam a vida da indústria nacional que depende do mercado americano. Especialistas apontam que as sobretaxas atingem apenas 18% das exportações brasileiras para os EUA, preservando a maior parte das commodities que garantem o superávit comercial.

No primeiro semestre de 2026, o comércio entre Brasil e EUA totalizou US$ 36,4 bilhões, com queda de quase 13% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras caíram 13%, enquanto as importações americanas recuaram 12,5%, resultando em déficit de US$ 1,5 bilhão para o Brasil. Economistas destacam que, apesar do impacto limitado no saldo global, setores como máquinas, equipamentos, madeira e calçados devem sofrer mais, porque dependem mais do mercado dos EUA e têm dificuldade para redirecionar vendas.

Líderes do comércio exterior alertam que o principal problema está no déficit da indústria de bens manufaturados, responsável por grande parte dos empregos no país. As tarifas americanas abrem espaço para concorrentes de outros países, enfraquecendo a indústria brasileira. Além disso, a escalada tarifária tem motivações políticas, ligadas a decisões internas dos EUA sobre questões ambientais e regulatórias.

Diante disso, especialistas descartam retaliações comerciais brasileiras, por falta de capacidade de resposta efetiva contra os EUA. A recomendação é buscar solução na Organização Mundial do Comércio, em vez de apostar em medidas que podem prejudicar mais o Brasil.

Com informações do Agora RN.

Quer saber tudo
o que está acontecendo?

Receba todas as notícias do Portal Mossoró Ordinário no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

ENTRAR NO GRUPO