A crise de saúde mental no Brasil, marcada pelo aumento da ansiedade, depressão e dependência química, foi tema de debate que reuniu um psiquiatra, um padre e um pastor. Eles defenderam que o cuidado com o sofrimento psíquico deve incluir a espiritualidade, além do tratamento médico, especialmente em comunidades vulneráveis.
O psiquiatra Francisco das Chagas Rodrigues destacou que muitos pacientes chegam aos serviços de saúde sem esperança e enfrentando problemas familiares e comportamentos autodestrutivos. Ele relatou casos em que o tratamento convencional não basta, reforçando a importância do acolhimento espiritual junto ao acompanhamento clínico.
O padre Francisco das Chagas ressaltou que o trabalho da Igreja vai além da evangelização, incluindo a assistência social e o cuidado com quem sofre emocionalmente. Já o pastor William Cabral apontou a fé como uma ferramenta para fortalecer a saúde emocional e criticou a demora no acesso a atendimento psicológico para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Os três também apontaram falhas nas políticas públicas e relacionaram o aumento do sofrimento mental ao clima de polarização política e conflitos sociais. Defenderam uma atuação política ética, voltada ao bem comum, e um olhar mais humano para quem enfrenta problemas como violência e dependência.
Com informações do Agora RN.
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