O julgamento do caso Henry Borel, menino de 4 anos que morreu em março de 2021, entrou no sétimo dia neste domingo (31). No banco dos réus estão Jairinho, ex-vereador e padrasto da criança, e Monique Medeiros, mãe de Henry, ambos acusados pela morte do garoto.
Desde sábado, o Tribunal do Júri ouve testemunhas de defesa. Entre elas, o irmão de Monique, Bryan Medeiros, que apresentou a mãe como uma mulher dedicada e negou suspeitas sobre Jairinho. Ele também contou que o padrasto teria tentado influenciar Monique a mentir após a divulgação dos laudos que indicam agressões ao menino.
Na sexta-feira, foram ouvidas as testemunhas de acusação, incluindo Leniel Borel, pai de Henry. A defesa de Jairinho tenta convencer que a lesão fatal foi causada por manobras de ressuscitação, tese contestada pelos médicos legistas, que apontam múltiplos traumas e hemorragias causadas por violência. O delegado do caso confirmou que Jairinho pressionou para evitar perícia no corpo da criança.
Segundo a denúncia, Jairinho teria espancado Henry até a morte enquanto Monique se omitia. O ex-vereador responde por homicídio qualificado, tortura e outros crimes. Monique é acusada de homicídio por omissão e tortura. O julgamento segue durante a semana.
Com informações do Agora RN.
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