O governo do Irã deve executar nesta quarta-feira (14) Erfan Soltani, de 26 anos, o primeiro manifestante detido durante os protestos contra o regime do aiatolá desde o fim de 2025. Soltani foi preso em casa, na cidade de Fardis, no distrito de Karaj, e a decisão pela execução foi tomada após um julgamento rápido e sem transparência, segundo a ONG Hengaw, que monitora violações de direitos humanos no país.
A família do jovem só foi informada da sentença dias depois da prisão, recebendo uma breve autorização para visitação antes do enforcamento. Erfan não teve acesso a um advogado e foi privado de garantias básicas de defesa, mesmo com a tentativa da irmã, que é advogada, de acompanhar o processo, o que foi negado pelas autoridades.
A ONG denuncia que o caso viola direitos internacionais, como o direito à vida e a um julgamento justo, previstos no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. A execução acelerada é vista como uma estratégia do governo para reprimir os protestos, que já duram 16 dias, atingem 187 cidades e deixaram pelo menos 2 mil mortos e mais de 10 mil presos.
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