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sexta-feira, 17 abril / 2026

A conta de luz deve pesar mais no bolso do brasileiro em 2026, com aumento previsto entre 5,1% e 7,95%, superando a inflação oficial, estimada em 3,95%. O principal motivo são os riscos hidrológicos, o possível retorno do fenômeno El Niño, que pode reduzir as chuvas no Norte e Nordeste, e o crescimento dos subsídios embutidos na tarifa.

O custo maior vem do acionamento das usinas térmicas, das bandeiras tarifárias e dos encargos, que tendem a subir se o cenário climático piorar. Em 2025, a conta foi pressionada por bandeiras vermelhas, e especialistas alertam que, se esse padrão se repetir, a alta pode chegar a 12%. Os reservatórios estão com níveis razoáveis, mas o início do período seco pode exigir o uso de energia mais cara.

Outro ponto que contribui para o aumento é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo que financia subsídios para grupos específicos e que deve crescer 17,7% em 2026, chegando a R$ 47,8 bilhões. Apesar de sua função social, esse subsídio encarece a tarifa no geral.

Mesmo com capacidade instalada acima da demanda, o país enfrenta desperdício de energia renovável, pois o operador do sistema tem cortado parte da geração solar e eólica para evitar sobrecarga, causando perdas bilionárias. Embora haja medidas que poderiam aliviar a pressão sobre a tarifa, a tendência é que a energia continue a pesar no orçamento das famílias e a influenciar a inflação no próximo ano.

Com informações do Agora RN.

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