A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes, lavagem de dinheiro e tentativa de influência política para manter o Banco Master em funcionamento, apresentou uma proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF). O banco foi liquidado pelo Banco Central após a prisão de Vorcaro, acusado de movimentações financeiras suspeitas e envolvimento em esquemas que podem atingir membros dos três Poderes.
O material entregue pelos advogados traz temas específicos que Vorcaro estaria disposto a detalhar em troca de benefícios legais, como redução de pena. A proposta contém nomes de supostos envolvidos e indica caminhos para comprovar as informações, mas ainda não inclui documentos ou depoimentos formais, que dependem do avanço das negociações. Vorcaro está preso na Superintendência da PF em Brasília desde março, onde tem se reunido com seus defensores para tratar do acordo.
A negociação, que envolve disputa de protagonismo entre procuradores e policiais federais, será submetida à homologação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pelo caso. Autoridades só aceitarão a colaboração se as informações forem inéditas e confirmadas por outras provas, especialmente sobre movimentações financeiras no exterior. A proposta surge após outro investigado, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, também demonstrar interesse em firmar delação.
Vorcaro foi preso em novembro de 2025 ao tentar embarcar para Dubai, e o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master logo depois, com impacto superior a R$ 50 bilhões. O caso está sob relatoria de Mendonça desde fevereiro, quando Dias Toffoli deixou o processo após mensagens do banqueiro mencionarem seu nome. A expectativa é que a delação revele detalhes inéditos sobre o esquema investigado.
Com informações do Agora RN.
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