As recentes revelações sobre negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro têm causado impacto direto na estratégia eleitoral do bolsonarismo para 2024. O caso interrompeu alianças estaduais importantes e levou aliados a repensar os riscos de se associar à pré-candidatura de Flávio, especialmente em estados-chave como Santa Catarina, Ceará, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Em Santa Catarina, onde Flávio tinha expectativa de montar um palanque forte, aliados como o ex-prefeito João Rodrigues já se distanciaram, preferindo apoiar outro candidato à Presidência. No Ceará, o ex-governador Ciro Gomes aposta em uma campanha focada no estado, sem ligação direta com a disputa nacional, enquanto dissidências internas do PL tentam manter a conexão com Flávio. Na Bahia e Minas Gerais, as negociações com o bolsonarismo também enfrentam dificuldades e desaceleração.
Enquanto isso, no cenário interno do PL, a crise abriu espaço para que Michelle Bolsonaro amplie sua influência política. A ex-primeira-dama tem atuado em mais de 20 estados, fortalecendo candidaturas ligadas a públicos evangélico e feminino, e em alguns casos, tensiona a base de Flávio. Seu nome circula com mais frequência nas articulações internas, embora ela não tenha intenção de concorrer à Presidência neste momento.
O desgaste provocado pelo episódio Vorcaro preocupa dirigentes do PL, que veem o risco de comprometer a rede de alianças construída para as eleições nacionais. Apesar disso, o partido mantém Flávio como pré-candidato oficial, enquanto Michelle cresce como uma liderança emergente dentro do grupo.
Com informações do Agora RN.
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