O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) anunciou que vai retirar sua pré-candidatura ao Senado para se dedicar à sua defesa diante das investigações da Polícia Federal. A PF apura suspeitas envolvendo aportes bilionários feitos pelo Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master, com conexão direta a um banqueiro investigado, Daniel Vorcaro.
A decisão foi comunicada por Castro em vídeo nas redes sociais, onde afirmou que enfrenta “narrativas” e “meias-verdades” que tentam criminalizar atos que considera corretos. Ele ressaltou que a prioridade agora é focar nas respostas técnicas e jurídicas para esclarecer os fatos, mesmo sabendo que o processo vai levar tempo.
A investigação ganhou força após a PF analisar mensagens entre Castro e Vorcaro, que mostraram encontros frequentes entre eles em locais como Rio, São Paulo e Nova York, próximos às datas dos aportes de cerca de R$ 3 bilhões. Os agentes também apontam um vínculo pessoal estreito entre os dois.
Com a saída de Castro, o PL busca outros nomes para disputar a vaga no Senado, com o líder da bancada na Câmara, Sóstenes Cavalcante, despontando como favorito. O senador Carlos Portinho também tenta viabilizar sua candidatura.
Castro já enfrentava outras investigações, incluindo a Operação Sem Refino, que apura fraudes no setor de combustíveis. Ele deixou o governo em março, após ser declarado inelegível pelo TSE por abuso de poder nas eleições de 2022, mas mantinha o plano de concorrer ao Senado até o avanço dos últimos inquéritos.
Com informações do Agora RN.
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