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quinta-feira, 16 abril / 2026

Com as eleições se aproximando, a Câmara dos Deputados e o governo Lula intensificam a disputa para avançar propostas que acabam com a escala 6×1, em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa só um. O tema, com forte apelo popular, virou prioridade no Congresso.

Nesta quarta-feira (15), a análise das propostas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi adiada após pedido de vista de dois deputados, que querem mais tempo para avaliar o texto e sugerir formas de compensar as empresas pela redução da jornada sem redução salarial. O presidente da Câmara, Hugo Motta, garantiu que a votação deve ocorrer já na próxima semana, no dia 22.

Enquanto a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) defende a redução da jornada para 36 horas semanais em até dez anos, o governo enviou projeto de lei propondo uma jornada de 40 horas semanais. O relator da PEC, deputado Paulo Azi, aprovou a constitucionalidade do texto, mas ressaltou a necessidade de um período de transição para que os setores produtivos se adaptem.

Os debates indicam resistência do setor empresarial, que alerta para custos bilionários com a mudança. Estimativas apontam que a redução da jornada e o fim do 6×1 podem elevar a folha de pagamento em até 25%, com impacto de até R$ 178 bilhões ao ano para a indústria. A decisão final ainda depende da tramitação e aprovação dos textos.

Com informações do Agora RN.

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