O bullying sofrido na infância e adolescência deixa marcas profundas que afetam a saúde mental e o desenvolvimento emocional ao longo da vida. A psiquiatra Adriane Caldas explica que essas experiências vão além de episódios isolados e podem prejudicar a construção da personalidade, a autoestima e a capacidade de se relacionar com outras pessoas.
Crianças vítimas desse tipo de violência tendem a crescer em estado de alerta constante, o que pode atrapalhar o aprendizado e tornar o convívio social mais difícil. A exclusão social é um problema comum, especialmente para quem apresenta características físicas, comportamentais diferentes ou condições como o autismo, tornando a adolescência ainda mais desafiadora.
Na prática clínica, muitos pacientes chegam apresentando ansiedade, depressão ou fobia social, sem entender que a origem desses sintomas está nas experiências negativas da infância. O tratamento precisa ir além do controle dos sintomas, investigando a raiz emocional e combinando acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia para reconstruir a autoconfiança e fortalecer o alicerce emocional.
Com informações do Agora RN.
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