O governo brasileiro respondeu firme à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras a partir de 22 de julho. Em coletiva com vários ministros, o Palácio do Planalto rejeitou os argumentos americanos, classificando a medida como politicamente motivada, e garantiu que seguirá negociando, ao mesmo tempo em que prepara apoio para as empresas e empregos afetados.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, somando US$ 7,4 bilhões em 2024, serão impactadas pela sobretaxa. O vice-presidente Geraldo Alckmin chamou a decisão de “injusta e descabida” e reafirmou o esforço por uma solução negociada. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a criação de linhas de crédito subsidiadas para ajudar os setores prejudicados.
Apesar do tom duro, o governo evitou anunciar retaliações imediatas e aposta na combinação de diálogo diplomático e medidas internas para minimizar os efeitos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou a investigação americana, qualificando-a como infundada e politicamente motivada, e destacou que o Brasil já tentou mais de 30 vezes negociar com os EUA desde março. Setores como madeira, máquinas, calçados e açúcar estão entre os mais atingidos.
Analistas apontam que as negociações devem ser longas, já que os EUA dão prioridade a outros parceiros comerciais. Enquanto isso, o Brasil avalia respostas calibradas para preservar consumidores e empresas, mantendo a porta aberta para diálogo e preparando defesas econômicas para os exportadores.
Com informações do Agora RN.
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