O presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin, montou um grupo de trabalho para analisar os pagamentos extras aos juízes e propor mais transparência na remuneração do Judiciário. A equipe tem seis meses para apresentar um relatório com sugestões que possam corrigir distorções salariais e ampliar o controle sobre esses valores.
O foco será investigar os valores pagos a magistrados em todo o país, classificando as verbas remuneratórias e indenizatórias e avaliando o impacto dessas quantias no teto constitucional de R$ 46,3 mil. O CNJ já identificou casos de juízes que receberam mais de R$ 1 milhão em um só mês.
Essa iniciativa faz parte de um esforço recente para tornar os vencimentos dos juízes mais claros. Em março, o STF limitou as verbas indenizatórias, e em maio, o CNJ lançou um contracheque único nacional para magistrados. O grupo ainda vai considerar mudanças legislativas e conta com representantes da magistratura, Ministério Público, Defensorias Públicas, Congresso e Tribunal de Contas da União.
Fachin destaca que o objetivo é garantir total transparência para a sociedade e para os próprios juízes, mostrando claramente quanto cada um recebe e o que isso representa para o cidadão.
Com informações do Agora RN.
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