Mesmo com avanços no tratamento, o HIV segue sendo um desafio no Brasil. Em 2025, foram notificados 25.571 novos casos da infecção, que ainda sofre com o estigma social, segundo especialistas. Desde 1982, cerca de 1,6 milhão de brasileiros já conviveram com o vírus, e mais de 1,1 milhão evoluíram para Aids.
Embora hoje o HIV seja uma doença crônica controlável, o preconceito permanece forte, dificultando o diálogo e o acesso à prevenção. O infectologista Álvaro Costa destaca que, apesar dos remédios disponíveis no SUS e da qualidade de vida melhorada, o medo e o julgamento social continuam.
O tratamento atual é muito mais simples que no passado, quando os pacientes precisavam tomar dezenas de comprimidos diariamente. Hoje, em muitos casos, um único medicamento é suficiente para manter o vírus indetectável e impedir sua transmissão. A profilaxia pré-exposição (PrEP), oferecida pelo SUS desde 2017, também é uma ferramenta eficaz, reduzindo em até 99% o risco de infecção, mas ainda enfrenta desafios de acesso.
Em 2024, a Aids causou 9.157 mortes no país, mostrando que a luta contra a doença ainda não acabou. O avanço científico é claro, mas o combate ao preconceito e a ampliação das políticas públicas seguem sendo essenciais para controlar a epidemia.
Com informações do Agora RN.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Portal Mossoró Ordinário no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.
