A grande renovação do Senado em 2018, impulsionada pela onda antipolítica e pela eleição de Jair Bolsonaro, perdeu força. Naquele ano, 46 dos 54 senadores eleitos eram novatos, muitos sem experiência prévia. Agora, com o mandato que termina em 2027, 18 desses parlamentares já decidiram não tentar a reeleição, enquanto outros três ainda não definiram seus planos.
No Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD) devem concorrer novamente, em uma eleição que renovará dois terços da Casa, com duas vagas por estado. O ambiente político mudou, e especialistas apontam que o peso das alianças partidárias, o financiamento e o apoio regional voltaram a ser decisivos, reduzindo o espaço para candidatos outsiders.
Senadores eleitos em 2018 têm dificuldades para formar chapas competitivas. Alguns, como Alessandro Vieira (MDB), perderam espaço em suas bases. Outros optaram por deixar a política, como Jorge Kajuru (PSB), Oriovisto Guimarães (PSDB) e Mara Gabrilli (PSD). Enquanto isso, figuras tradicionais e ex-governadores ganham força para tentar retornar ao Senado.
A disputa deste ano ocorre em meio a tensões entre Executivo, Congresso e Judiciário. Flávio Bolsonaro busca ampliar a bancada conservadora, enquanto o governo Lula trabalha para conter seu avanço por meio de alianças estaduais. Além disso, a fragmentação partidária diminuiu, concentrando o Senado em menos siglas e fortalecendo os principais partidos nacionais.
Com informações do Agora RN.
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