A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado quer ampliar por mais 60 dias o prazo para investigar a fraude financeira envolvendo o Banco Master. O prazo atual termina em 14 de abril, e o relator Alessandro Vieira deve pedir apoio ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a prorrogação.
Nos últimos dias, a CPI tentou avançar com convocações e quebras de sigilo, mesmo diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que dificultam o trabalho. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi reconvocado para esclarecer o papel da autoridade monetária no caso, mas já havia conseguido habeas corpus para não comparecer. O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, também obteve habeas corpus para se recusar a depor.
Desde o início da investigação, em novembro, o STF tem emitido decisões que travam a CPI, como a suspensão da quebra de sigilo da empresa Maridt, ligada a um ministro da Corte. O relator Alessandro Vieira criticou essas medidas, apontando que fogem da legalidade e dificultam o andamento das investigações. O presidente da CPI, Fabiano Contarato, orientou que futuros pedidos de quebra de sigilo sejam mais detalhados, após o endurecimento dos critérios para acesso a dados financeiros pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A comissão deve ouvir, na próxima semana, Roberto Campos Neto e o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que sinalizou intenção de participar.
Com informações do Agora RN.
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