O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a analisar nesta terça-feira (24) um processo que pode tornar o ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, inelegível. Ele é acusado de abuso de poder político e econômico durante a campanha à reeleição em 2022. A decisão pode impedir sua candidatura ao Senado nas eleições de outubro.
Castro renunciou ao governo estadual para cumprir o prazo de desincompatibilização, exigido para quem deseja disputar outro cargo público. Com isso, o pedido de cassação do mandato perdeu o objeto, mas o processo por inelegibilidade segue em aberto. Até agora, dois ministros votaram pela condenação, faltando cinco votos para o desfecho.
A ação também envolve outras figuras políticas, como o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o ex-presidente da Ceperj Gabriel Rodrigues Lopes e o deputado estadual Rodrigo Bacellar. Eles são acusados de participarem de contratações irregulares em órgãos públicos estaduais, que teriam beneficiado a campanha de Castro.
O Ministério Público Eleitoral e a coligação do ex-deputado Marcelo Freixo tentam reverter uma decisão do TRE-RJ que rejeitou a cassação do mandato em maio deste ano. Segundo a acusação, a gestão de Castro usou recursos públicos para contratar mais de 27 mil servidores temporários, com gastos de R$ 248 milhões, gerando vantagem eleitoral. A defesa alega que Castro apenas sancionou leis e decretos e não pode ser responsabilizado por irregularidades.
Com informações do Agora RN.
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