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sexta-feira, 17 abril / 2026

A entrada do governador Ratinho Jr. (PSD) na corrida presidencial mexe com o cenário da direita e complica a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). O anúncio oficial será feito pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, na próxima semana. A movimentação expõe um erro de estratégia na campanha de Flávio, que tentava manter Ratinho alinhado ao projeto bolsonarista.

O convite para Ratinho ser vice de Flávio partiu do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, numa espécie de ultimato: ou apoiava a chapa, ou enfrentaria a disputa direta. Ratinho recusou e se firmou como alternativa à direita não bolsonarista — um espaço que pesquisas indicam ser de até 25% do eleitorado.

Com isso, Flávio perde o monopólio desse eleitorado e encara o desafio de conter o crescimento do rival sem se prejudicar. A reação do bolsonarismo foi apoiar Sergio Moro para o governo do Paraná, numa movimentação que acabou fortalecendo Ratinho e liberando-o para intensificar sua campanha, focada em temas como combate à corrupção.

Mesmo minimizando o impacto, a campanha de Flávio enfrenta um ambiente mais complexo, com a pressão do PT e a entrada de novos nomes no jogo. O cientista político Maurício Moura destaca que a eleição está aberta e o favoritismo de Flávio não é garantido. Agora, o que parecia caminho tranquilo para o senador se transforma numa disputa mais acirrada e imprevisível.

Com informações do Agora RN.

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