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quarta-feira, 15 abril / 2026

Um estudo feito com dados oficiais brasileiros apontou que mulheres vítimas de violência sexual têm 74% mais chance de desenvolver doenças do coração. A pesquisa, publicada na revista Cadernos de Saúde Pública, analisou casos de infarto e arritmias, que aparecem com mais frequência nessas mulheres, enquanto angina e insuficiência cardíaca não mostraram diferença relevante.

O levantamento usou informações da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, conduzida pelo IBGE, que entrevistou mais de 70 mil pessoas. Para garantir que outros fatores não interferissem, os pesquisadores ajustaram os dados considerando idade, cor da pele, escolaridade, região e orientação sexual. Assim, confirmaram que a violência sexual é o principal fator para o aumento dos riscos cardíacos.

Segundo o pesquisador Eduardo Paixão, o impacto da violência vai além da saúde mental. O trauma pode desencadear estresse crônico, ansiedade e depressão, que mexem com o corpo e facilitam o surgimento de doenças cardiovasculares. Além disso, hábitos prejudiciais como tabagismo, álcool e sedentarismo, comuns entre vítimas, também contribuem para esse quadro.

A pesquisa reforça que a violência sexual é uma questão grave de saúde pública no Brasil. Na PNS, 8,6% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência sexual na vida, contra 2,1% dos homens, evidenciando a necessidade de políticas eficazes para proteção e cuidado dessas vítimas.

Com informações do Agora RN.

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