As sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã têm causado impactos severos na economia e na vida da população iraniana. Desde 1979, quando o regime pró-Washington foi derrubado, o país enfrenta bloqueios que dificultam o acesso ao sistema financeiro internacional e restringem o comércio, especialmente no setor energético. Com isso, a moeda local perdeu metade do seu valor e a inflação oficial deve chegar a 42% em 2025.
O Irã, dono da terceira maior reserva de petróleo do mundo, depende fortemente da receita do petróleo, que representa metade do orçamento do governo. Após um breve período de alívio entre 2015 e 2018, as exportações caíram drasticamente em 2019, com a reativação das sanções americanas, derrubando a produção para menos de 500 mil barris por dia. Essa queda impacta diretamente o orçamento público e agrava a pobreza.
Além do efeito econômico, as sanções dificultam o acesso a medicamentos essenciais, elevando preços em até 300% e deixando milhões de pacientes sem tratamento adequado. A classe média encolheu significativamente, enquanto a pobreza e as desigualdades sociais aumentam. Especialistas da ONU pedem a suspensão das sanções para conter os danos humanitários.
Os Estados Unidos justificam as medidas como uma forma de pressionar o Irã a abandonar seu programa nuclear, que o país afirma ser pacífico. Críticos, porém, veem as sanções como uma tentativa de mudar o regime e conter a influência iraniana no Oriente Médio. Estudo recente aponta que o impacto das sanções pode ser comparado a uma guerra, com centenas de milhares de mortes anuais e efeitos mais severos sobre mulheres e grupos vulneráveis.
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