A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte confirmou cinco casos de intoxicação por ciguatera em uma família de Natal, elevando para 115 o total de registros da doença no estado. O RN é o único lugar no país que faz notificação específica desse tipo de intoxicação, que tem aumentado nos últimos anos.
A ciguatera acontece após o consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas em recifes de corais. Os sintomas aparecem entre 30 minutos e 24 horas depois da ingestão e incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na boca. Alguns sintomas neurológicos podem durar semanas.
A Sesap orienta que, ao suspeitar da intoxicação, a pessoa procure atendimento médico imediato, informe o consumo recente de peixe, identifique a espécie consumida e guarde sobras do alimento para análise. Também alerta para evitar peixes de procedência desconhecida, especialmente os maiores e carnívoros, como barracuda, cioba e dourado, que têm maior risco de contaminação. Não existe antídoto para a ciguatera, e o tratamento foca no alívio dos sintomas e hidratação.
Com informações do g1 RN.
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