O Rio Grande do Norte alcançou em 2025 uma produção inédita de 1 milhão de litros de leite por dia, mesmo enfrentando uma das estiagens mais longas dos últimos anos. Segundo o secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha, o resultado é fruto de um processo de modernização da pecuária leiteira, com políticas públicas, assistência técnica e maior profissionalização dos produtores.
A produção está espalhada pelos 167 municípios potiguares, com destaque para as regiões do Seridó e Oeste, que formam a principal bacia leiteira do estado. Para superar as dificuldades do semiárido, os produtores usam técnicas como o cultivo de palma forrageira, silagem e fenação, além de contar com investimentos em infraestrutura hídrica, como poços e barragens subterrâneas.
A maioria dos produtores são pequenos e médios, muitos agricultores familiares que adotaram tecnologias como ordenha mecânica e inseminação artificial. Programas de financiamento e parcerias com instituições ajudaram a elevar a produtividade e a qualidade do leite. O governo estadual também manteve um preço mínimo de R$ 2,80 por litro, garantindo maior estabilidade diante da crise no setor.
Além do leite, a produção de queijos potiguares cresceu e hoje ocupa quase 80% das prateleiras locais, revertendo a dependência anterior de produtos de fora. Com apoio à produção artesanal e fiscalização adequada, o setor vem ganhando espaço dentro e fora do estado. O desafio agora é seguir adaptando a produção às condições climáticas e proteger os produtores da concorrência externa.
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