O aumento de até 55% no preço do querosene de aviação no início de abril vem trazendo impacto direto para as companhias aéreas que operam no Rio Grande do Norte. O combustível representa cerca de 30% dos custos das empresas, e esse salto repentino eleva os gastos e pode levar à redução de voos no estado.
Apesar de o RN produzir parte do combustível usado no Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a região ainda depende de importações e sofre com a volatilidade dos preços internacionais, influenciados pela valorização do petróleo e tensões no Oriente Médio. O mercado brasileiro é dominado por três grandes distribuidoras, o que limita a oferta e mantém os preços amarrados ao cenário externo.
O governo federal avalia medidas para aliviar o setor, como linhas de crédito especiais e revisão de impostos, mas as companhias já indicam que parte do aumento será repassada aos consumidores, com reajustes esperados entre 10% e 20% nas passagens aéreas. Além disso, há risco real de cortes em voos e frequências, o que pode afetar a conectividade do estado.
Enquanto isso, o setor enfrenta pressões duplas, com o diesel usado no transporte rodoviário também em alta, elevando ainda mais os custos logísticos. A situação segue incerta, dependente do comportamento dos preços do petróleo e das políticas públicas que podem ser adotadas para conter os impactos.
Com informações do Agora RN.
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