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sábado, 28 fevereiro / 2026

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, que começaram nesta sexta-feira (6), mostram o impacto do aquecimento global no esporte. Segundo dados do Instituto Talanoa, 85% da neve usada nas competições de 2026 será produzida artificialmente, confirmando uma tendência crescente desde 2014. Para isso, serão fabricados 2,4 milhões de metros cúbicos de neve, consumindo 946 milhões de litros de água – o suficiente para encher um terço do Maracanã.

Para garantir as pistas, mais de 125 canhões de neve foram instalados em locais como Bormio e Livigno, apoiados por grandes reservatórios em altitude. Essa dependência da tecnologia vem aumentando: em Sochi (2014), 80% da neve foi artificial; em PyeongChang (2018), 98%; e em Pequim (2022), 100% das provas aconteceram sobre neve feita por máquinas.

O aquecimento global está reduzindo as áreas com clima confiável para sediar os Jogos. Enquanto entre 1981 e 2010 eram 87 locais, a previsão para 2050 cai para 52 e, em 2080, pode chegar a apenas 46. Além do esporte, a menor quantidade de neve natural afeta reservatórios de água, turismo de montanha e ecossistemas adaptados ao frio, trazendo impactos econômicos e sociais para diversas regiões.

Criados em 1924 nos Alpes, os Jogos de Inverno nasceram da abundância da neve natural. Hoje, sem o uso intensivo de máquinas e água, o evento não seria possível, evidenciando como as mudanças climáticas já alteram tradições globais consolidadas.

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