O Ministério Público Federal entrou com ações criminais e de improbidade contra envolvidos no uso irregular de recursos do Ministério da Saúde destinados ao projeto Sífilis Não, da UFRN. A investigação, que faz parte da Operação Faraó deflagrada em 2023, aponta desvios desde 2017 no Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), vinculado à Fundação vinculada à universidade.
Entre as irregularidades estão diárias recebidas indevidamente, gastos pessoais pagos com verba pública e bolsas concedidas sem qualificação adequada. Um dos denunciados chegou a indicar a esposa para receber uma bolsa de R$ 10 mil por seis meses, enquanto outras bolsas foram liberadas a pedido de alguém do Ministério da Saúde, sem participação real no projeto.
Também foram registradas despesas com viagens internacionais e refeições caras, incluindo gastos com família e bebidas alcoólicas, tudo bancado com recursos do projeto. Além disso, foram solicitados quase R$ 150 mil em despesas não autorizadas, usando cartões corporativos ligados ao grupo.
Caso condenados, os acusados podem pegar de dois a doze anos de prisão por peculato, além de multas e sanções administrativas, como perda de direitos políticos e proibição de contratar com o poder público. A apuração segue em andamento, com possíveis desdobramentos em outros estados.
Com informações do g1 RN.
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