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quinta-feira, 16 abril / 2026

O Ministério Público do Rio Grande do Norte recomendou que a Polícia Militar anule as duas promoções concedidas ao policial Pedro Inácio Araújo de Maria enquanto ele estava preso pelo estupro e assassinato da estudante Zaira Cruz, ocorrido em Caicó durante o Carnaval de 2019. Mesmo detido desde então, o militar foi promovido de cabo a segundo sargento, recebendo salários que somam quase R$ 600 mil nesse período.

Pedro Inácio cumpre pena de 20 anos, determinada em dezembro de 2025. Em março deste ano, ele progrediu para o regime semiaberto, usando tornozeleira eletrônica, medida que o MP recorreu na Justiça. A promotoria também pediu que ele volte ao posto de cabo e que sua situação administrativa seja registrada como agregado desde março de 2019.

Além disso, o MP quer a abertura de um processo para apurar o impacto financeiro dos pagamentos feitos durante a prisão e a devolução dos valores recebidos. A promotoria também contestou a punição de 30 dias de prisão aplicada pelo conselho de disciplina da PM, considerada insuficiente, e recomendou a exclusão do policial da corporação para preservar a disciplina. O comando da PM tem 20 dias para responder às medidas.

Com informações do g1 RN.

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