O luto pelas mulheres assassinadas em crimes de feminicídio deixa marcas profundas nas famílias, especialmente nas mães que perdem suas filhas para a violência. Para elas, a dor é constante e não diminui com o tempo ou com a punição dos responsáveis.
Valéria Felizardo, mãe de Márcia Anália, morta a facadas pelo marido em 2024, diz que o sofrimento é como carregar uma “mochila invisível” cheia de tristeza e revolta. Mesmo com a condenação do agressor, a ausência da filha é uma “prisão perpétua” que não tem fim.
Há quase dez anos, Sheila Sales também convive com essa realidade. Sua filha, Anna Lívia, foi assassinada enquanto amamentava o filho em 2016. Para Sheila, o luto é como viver em uma “caverna escura”, onde o medo e a saudade não desaparecem, e o neto ainda enfrenta as consequências do trauma.
Ozanete Dantas, mãe de Zaira Cruz, vítima de feminicídio em 2019, conta que a condenação do assassino não trouxe alívio total. A saudade e o sofrimento permanecem, especialmente ao ver o impacto na irmã da vítima.
A violência contra mulheres no Rio Grande do Norte preocupa: em 2026, os casos de feminicídio aumentaram 60% nos dois primeiros meses em comparação com 2025. Nos últimos cinco anos, foram 100 assassinatos registrados, mostrando que a luta contra esse crime ainda é urgente.
Com informações do g1 RN.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Portal Mossoró Ordinário no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

