A alta nos preços dos alimentos no Brasil não é só passageira, mas resultado de fatores estruturais da economia, aponta estudo divulgado nesta terça-feira (31). A pesquisa mostra que os alimentos frescos, como frutas, carnes e legumes, têm sofrido aumentos muito maiores do que os industrializados, refletindo um padrão de valorização constante que não depende só de oscilações sazonais ou crises pontuais.
Entre junho de 2006 e dezembro de 2025, o custo da alimentação subiu 302,6%, bem acima da inflação geral, que foi de 186,6% no mesmo período. Produtos in natura, em especial, tiveram altas expressivas: frutas dispararam 516,2%, carnes 483,5% e tubérculos e legumes 359,5%. Essa disparidade tem levado as famílias a reduzirem o consumo dos alimentos mais saudáveis, enquanto os ultraprocessados, com preços mais estáveis, ganham espaço na mesa.
O estudo destaca que a inflação alimentar está ligada a características históricas do modelo econômico brasileiro, que dificultam a queda dos preços mesmo após crises, como a recente alta dos combustíveis pela guerra. Isso mostra que o aumento no custo dos alimentos é uma tendência duradoura, que pressiona o orçamento das famílias e impacta a qualidade da alimentação no país.
Com informações do Agora RN.
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