O Brasil voltou a registrar alta na inadimplência, chegando a 81,7 milhões de consumidores com contas atrasadas, o maior número desde 2012. O aumento de cerca de 9 milhões de pessoas desde o fim do programa Desenrola, em 2023, reacende o debate sobre uma nova política para renegociar dívidas.
O Desenrola, criado para aliviar o superendividamento pós-pandemia, beneficiou 15 milhões de brasileiros que renegociaram mais de R$ 53 bilhões, mas teve impacto limitado, segundo especialistas, por não atacar as causas do problema. Com o fim do programa, a inadimplência voltou a subir, influenciada por juros altos, crédito digital facilitado e apostas online.
Agora, o Ministério da Fazenda estuda relançar o programa, focando em dívidas mais caras, como cartão de crédito e cheque especial, com descontos de até 80% e refinanciamento. A proposta pode incluir restrições a plataformas de apostas e cursos de educação financeira, mas especialistas alertam que sem mudanças estruturais, o problema pode se repetir.
O avanço do calote, junto com a alta da taxa básica de juros, mantém o tema em evidência, com impactos diretos no consumo e na economia do país.
Com informações do Agora RN.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Portal Mossoró Ordinário no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

