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terça-feira, 16 junho / 2026

Os Estados Unidos intensificaram as críticas ao Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, aumentando a tensão comercial entre os dois países. No relatório anual do Escritório do Representante Comercial dos EUA, o Pix foi apontado como possível barreira comercial por ser operado e regulado pelo Banco Central, que obriga instituições financeiras com mais de 500 mil contas a adotá-lo. Empresas americanas reclamam que o modelo favorece o sistema nacional em detrimento das estrangeiras.

O governo brasileiro respondeu rapidamente. O presidente Lula afirmou que o Pix é uma conquista do Brasil e não será alterado. A defesa do sistema ganhou apoio internacional, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, elogiando o modelo e sugerindo sua implementação em seu país.

A investigação americana, que ainda não tem prazo para acabar, pode resultar em retaliações comerciais, como aumento de tarifas e exclusão do Brasil de benefícios tarifários. Porém, especialistas acreditam que as medidas devem servir mais como pressão política do que interferência direta no Pix. O caso faz parte de uma estratégia dos EUA para contestar políticas nacionais em serviços financeiros digitais, afetando também países como Índia e Tailândia.

O avanço do Pix representa uma mudança no cenário global, reduzindo a dependência das redes internacionais de pagamento, muitas controladas por empresas americanas. Assim, a disputa vai além da economia e envolve questões políticas e de soberania, tema que já começa a ganhar espaço no debate público brasileiro e deve influenciar as eleições de 2026.

Com informações do Agora RN.

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