A possível redução da jornada semanal para 40 horas no Brasil vem acelerando mudanças nas operações de empresas, principalmente nos setores de comércio e serviços que usam a escala 6×1. Para manter a produtividade sem elevar custos, as companhias apostam cada vez mais em inteligência artificial, automação e análise de dados.
O tema ganhou força depois que a proposta avançou na Comissão de Constituição e Justiça, abrindo espaço para debates mais amplos. Negócios que funcionam 24 horas enfrentam o desafio de reorganizar escalas e equipes sem perder eficiência. Especialistas alertam que métodos tradicionais, como planilhas manuais, podem não dar conta da complexidade dessa nova realidade.
Dados mostram que a Justiça do Trabalho registrou recorde de R$ 50,6 bilhões em processos em 2025, impulsionados por 2,3 milhões de ações, o que pressiona as empresas a investirem em tecnologia para evitar erros na gestão de pessoas. A inteligência artificial deve ajudar a montar escalas automaticamente, ajustar jornadas conforme a demanda e identificar sinais de desgaste dos funcionários.
Enquanto isso, iniciativas como a 4 Day Week Brazil indicam que jornadas reduzidas podem aumentar a produtividade e reduzir o burnout, embora setores como varejo e hotelaria tenham mais dificuldade para ajustar suas rotinas. Para driblar essas dificuldades, a tecnologia segue como a principal estratégia para equilibrar eficiência e custos.
Com informações do Agora RN.
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