Dario Durigan está há dez dias no comando do Ministério da Fazenda, enfrentando um cenário de forte aperto nas contas públicas. Ele herdou da gestão anterior uma série de problemas fiscais estruturais, somados às demandas urgentes típicas de ano eleitoral. Logo no início, bloqueou R$ 1,6 bilhão do orçamento de 2026 para tentar manter o crescimento dos gastos dentro do limite permitido.
Além do corte, Durigan prepara medidas imediatas, como um subsídio de R$ 1,20 por litro ao diesel importado, com custo estimado em R$ 3 bilhões, e um pacote para conter o avanço da inadimplência das famílias, que já compromete mais de 27% da renda mensal. A equipe também avalia possíveis mudanças na alíquota sobre compras internacionais, que no ano passado rendeu R$ 5 bilhões.
Os especialistas destacam que o maior desafio do ministro é recuperar a credibilidade fiscal em meio a metas difíceis de cumprir e à rigidez orçamentária. A dívida pública já chega a quase 79% do PIB, limitando investimentos e o crescimento econômico, que permanece irregular e fraco. O equilíbrio entre controlar o déficit e estimular a economia segue como o principal obstáculo da gestão.
Com informações do Agora RN.
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