O número de casos diagnosticados de câncer de pele no Brasil teve um salto grande na última década, passando de pouco mais de 4 mil em 2014 para quase 73 mil em 2024. Esse aumento mostra não só uma maior incidência da doença, mas também expõe diferenças claras no acesso ao diagnóstico e tratamento entre as regiões do país.
Regiões do Sul e Sudeste concentram os maiores índices, com o Espírito Santo liderando, seguido por Santa Catarina e Rondônia, este último surpreendendo fora do eixo tradicional. Enquanto isso, Norte e Nordeste apresentam taxas menores, embora estados como Rondônia e Ceará tenham registrado crescimento significativo. A diferença no acesso a consultas dermatológicas entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar é gritante, com usuários do SUS enfrentando mais de duas vezes mais dificuldade para conseguir atendimento.
Além disso, a concentração de centros de tratamento está nas regiões mais desenvolvidas, como São Paulo e Minas Gerais, enquanto estados como Acre, Amazonas e Amapá têm estrutura limitada, o que atrasa o início do tratamento e piora o prognóstico. Para reduzir essas desigualdades, especialistas defendem ampliar o acesso a consultas públicas e incentivar o uso de protetor solar, além de buscar reduzir impostos sobre o produto para torná-lo mais acessível à população.
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