A castanha de caju é uma importante fonte de renda para pequenos produtores do semiárido potiguar, mas enfrentar as condições do trabalho artesanal não é fácil. Sem equipamentos adequados, muitos trabalhadores acabam com queimaduras nas mãos devido ao líquido corrosivo presente na casca da castanha. Além disso, o trabalho infantil ainda persiste em algumas comunidades, apesar das tentativas de fiscalização.
No Rio Grande do Norte, que é o terceiro maior produtor nacional com 20,5 mil toneladas, a produção acontece de forma manual, especialmente na comunidade indígena Amarelão, em João Câmara. Os produtores iniciam a rotina de madrugada para evitar o calor intenso, transformando a castanha em uma renda que ajuda a sustentar famílias locais.
O processo de extração envolve torrar, cozinhar e quebrar a castanha para retirar a amêndoa, mas o líquido liberado na casca pode causar ferimentos sérios na pele. Embora hoje o uso de luvas seja mais comum, o risco ainda é alto. A presença de crianças trabalhando, que já foi registrada em reportagens anteriores, continua sendo um problema. Em 2023, 30 adolescentes foram encontrados com as mãos machucadas enquanto ajudavam na produção, segundo auditoria do trabalho.
Para especialistas, é fundamental que as famílias entendam os riscos para crianças e adolescentes e que o poder público ofereça suporte para reduzir essa prática. A renda gerada pela castanha é importante, mas não pode comprometer a saúde nem a educação dos jovens envolvidos.
Com informações do g1 RN.
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