O déficit da Previdência dos servidores civis do Rio Grande do Norte chegou a R$ 2,022 bilhões em 2025, segundo o balanço apresentado pelo governo estadual. Enquanto a arrecadação somou R$ 3,537 bilhões, as despesas com aposentadorias e pensões atingiram R$ 5,559 bilhões, gerando um rombo que precisa ser coberto pelo Tesouro do Estado.
Esse desequilíbrio estrutural ocorre porque o sistema funciona no modelo de repartição simples: as contribuições atuais pagam os benefícios atuais, mas o número de aposentados cresce mais rápido que o de servidores ativos. Entre 2023 e 2025, a receita previdenciária aumentou 9,4%, enquanto as despesas subiram 15%, ampliando o déficit em mais de R$ 420 milhões nesse período.
O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores (Ipern), Nereu Linhares, aponta que a regra da paridade — que garante aos inativos os mesmos reajustes dos servidores ativos — pressiona ainda mais as contas e que a situação só deve se estabilizar após 2035. A criação da previdência complementar em 2021 pode reduzir o déficit a longo prazo, mas não resolve o problema imediato.
Para tentar frear a escalada do déficit, o governo tem adotado medidas como a reforma previdenciária de 2020, controle de benefícios e realização de concursos públicos para aumentar o número de contribuintes. Hoje, o Estado enfrenta uma pirâmide invertida: 52% dos servidores são aposentados ou pensionistas, enquanto 48% estão na ativa. O Ipern também trabalha na elaboração de um plano de amortização do déficit, que depende da adesão de todos os poderes para ser efetivo.
Com informações do Agora RN.
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