Um estudo recente revelou que crianças e adolescentes enfrentam níveis de exposição a conteúdos tóxicos em plataformas digitais semelhantes aos dos adultos. Apesar de serem espaços considerados seguros e voltados para o público jovem, transmissões ao vivo de jogos, entretenimento, esportes e música exibem discursos de ódio, racismo, misoginia e linguagem sexualizada, principalmente nos chats, onde a moderação é falha.
A pesquisa analisou mais de 4 mil transmissões e cerca de 443 mil mensagens, mostrando que até canais infantis apresentam conteúdos inadequados, como violência e temas impróprios. Além disso, a presença de publicidade disfarçada durante as transmissões pode influenciar negativamente o comportamento dos jovens, estimulando o consumo sem transparência.
Especialistas apontam que as ferramentas atuais, como controle parental e classificação indicativa, não são suficientes para proteger esse público. Com a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, há avanço nas regras que cobram mais transparência, verificação de idade e moderação eficiente nas plataformas. A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, surge como aliada na identificação e bloqueio de conteúdos nocivos, mas o desafio exige ações constantes das empresas e autoridades para garantir segurança online.
Com informações do Agora RN.
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