Em meio a uma grave crise financeira, os Correios vão vender imóveis próprios espalhados por 12 estados para arrecadar até R$ 1,5 bilhão até o fim do ano. Os primeiros leilões digitais, com 21 propriedades, estão marcados para fevereiro e incluem prédios administrativos, galpões, terrenos e apartamentos, com preços que variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões.
A venda desses ativos faz parte de um plano maior de reestruturação que também prevê corte de cerca de 15 mil funcionários por meio de demissão voluntária, fechamento de agências e revisão de benefícios. A empresa enfrenta déficits crescentes, que passaram de R$ 700 milhões em 2022 para uma estimativa de R$ 10 bilhões em 2025.
Os Correios ainda contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões para manter as operações, mas admitem que podem precisar de mais recursos. A estatal perdeu participação no mercado de encomendas, caindo de 50% para cerca de 20% nos últimos anos, e enfrenta dificuldades para competir com o setor privado. A expectativa é que as medidas ajudem a cortar custos e recuperar a saúde financeira da empresa.
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