Natal registrou volumes de chuva muito acima da média histórica neste mês de abril, com registros que ultrapassaram 130 mm em algumas regiões da cidade entre quinta e sexta-feira. O acumulado do mês já soma 375,8 mm, quase três vezes mais que a média de 141 mm esperada para o período, segundo dados da prefeitura. Os bairros Parque da Cidade, Ponta Negra, Salinas e Guarapes estão entre os mais atingidos.
O aumento das precipitações está ligado ao aquecimento das águas do Atlântico, que chegam a 29 °C, e ao efeito da brisa marítima, fatores que favorecem a formação de nuvens carregadas. A previsão indica que as chuvas devem continuar fortes durante os próximos meses, marcando a quadra chuvosa no litoral potiguar.
Os temporais causaram alagamentos em pelo menos 30 vias, invadiram imóveis e abriram crateras em pontos da cidade, além de afetar municípios vizinhos como Parnamirim e Macaíba. A lagoa de captação em Candelária transbordou, o que levou à interdição de ruas pela Secretaria de Mobilidade. A prefeitura montou um gabinete de crise para coordenar as ações de resposta, com equipes trabalhando na desobstrução das redes de drenagem e monitoramento das áreas mais vulneráveis.
Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta laranja para chuvas intensas em todo o Rio Grande do Norte. Moradores podem registrar ocorrências de emergência pelo WhatsApp da Defesa Civil e pelos números oficiais de atendimento.
Para os próximos meses, a Organização Meteorológica Mundial prevê a volta do fenômeno El Niño, que deve influenciar o clima global e pode intensificar as chuvas em algumas regiões, incluindo o sul da América do Sul. O retorno do El Niño está previsto para começar entre maio e julho, com possível impacto nas temperaturas e regimes de chuva em todo o planeta.
Com informações do Agora RN.
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