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sexta-feira, 17 abril / 2026

A indústria automotiva global está sendo transformada pelo avanço das montadoras chinesas, que impõem um novo ritmo baseado em rapidez, integração tecnológica e redução de custos. Conhecido como “China Speed”, esse modelo já influencia fabricantes na Europa, Estados Unidos e Japão.

Um exemplo dessa velocidade foi uma atualização remota feita pela Leapmotor para corrigir um problema no sistema de assistência de um carro elétrico na Alemanha, algo que demoraria semanas em montadoras tradicionais. As empresas chinesas, como BYD, Geely e Leapmotor, desenvolvem veículos em ciclos curtos, aprimorando-os constantemente via software após o lançamento.

Grandes grupos internacionais já buscam parcerias com esses fabricantes. A Stellantis negocia o uso de plataformas chinesas em marcas como Fiat e Peugeot, enquanto a Mercedes-Benz avalia projetos conjuntos com a Geely. A Nissan investe mais de US$ 1,4 bilhão para usar a China como base na produção e exportação de carros elétricos.

Esse avanço tem origem em investimentos massivos do governo chinês, que desde 2009 aplicou mais de US$ 230 bilhões no setor, reduzindo o tempo de desenvolvimento de até sete para menos de dois anos e fortalecendo a cadeia produtiva local. A região do delta do rio Yangtzé concentra fornecedores e centros de pesquisa que aceleram a inovação.

Por outro lado, o modelo de lançar produtos incompletos para depois corrigir levanta dúvidas sobre qualidade e segurança. Relatórios recentes apontam queda na confiabilidade dos veículos vendidos na China, o que pode ser um desafio para a consolidação dessa estratégia.

Com informações do Agora RN.

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