O Brasil vai aumentar seu acesso ao mercado mundial de importações de 8% para 36% com a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE). A UE, que responde por 28% do comércio global em 2024, é o principal parceiro nesse acordo, que foi assinado recentemente em Assunção, no Paraguai.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais da metade dos produtos brasileiros exportados à UE terão tarifas zeradas imediatamente, enquanto o Brasil terá prazos de até 15 anos para eliminar impostos sobre cerca de 44% das importações europeias, garantindo uma transição gradual. A maior parte das exportações brasileiras para a UE ficará livre de tarifas logo no início, o que fortalece a competitividade da indústria nacional.
O acordo também prevê cotas ampliadas para setores-chave, como carne bovina e arroz, e cria um ambiente favorável para parcerias em pesquisa, inovação e sustentabilidade. A UE é o segundo maior destino das exportações brasileiras, respondendo por 14,3% do total, e também lidera os investimentos estrangeiros produtivos no país.
Agora, o tratado ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos dos países do Mercosul. A expectativa é que a implementação ocorra de forma gradual nos próximos anos, marcando um avanço importante na integração do Brasil ao comércio internacional.
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