O Rio Grande do Norte, referência nacional em energia eólica e uma das matrizes mais limpas do país, busca transformar sua força no setor em um motor para o desenvolvimento industrial. A ideia não é só gerar energia, mas atrair indústrias que usem essa energia renovável para criar produtos com valor agregado, gerando empregos qualificados e aumentando a arrecadação estadual.
Hoje, o estado produz cerca de 13 gigawatts-hora de energia, muito mais do que consome, que é menos de 2 gigawatts-hora. Esse excesso cria um problema conhecido como curtailment, quando a energia gerada precisa ser interrompida por falta de consumo ou capacidade de transmissão. Para especialistas, a solução está em criar novos mercados internos, usando essa energia para alimentar setores como a produção de aço verde e fertilizantes nitrogenados, que dependem de processos menos poluentes.
Projetos como o Green Energy, fruto de parceria entre Brasil e Alemanha, já estão investindo bilhões para produzir amônia verde, matéria-prima para fertilizantes, no estado. Além disso, há planos para ampliar a infraestrutura logística e portuária, com destaque para o Porto-Indústria Verde em Caiçara do Norte, que vai suportar essa nova cadeia produtiva. Para acompanhar essa transformação, universidades locais adaptam seus cursos para formar profissionais capacitados para a economia de baixo carbono.
Com informações do Agora RN.
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