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sábado, 13 junho / 2026

Jairinho é condenado a mais de 43 anos por morte de Henry Borel; Monique tem pena reduzida

O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação no caso Henry Borel. O julgamento, que durou dez dias, foi o mais longo da história recente do tribunal fluminense. A maior parte da pena é pelo homicídio, seguida pela tortura e coação.

Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para negligência e foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho. Ela cumprirá 1 ano e 4 meses em regime aberto, com a punição pelo homicídio extinta graças ao perdão judicial. O tempo que Monique passou presa durante o processo foi considerado como pena já cumprida.

Além disso, Jairinho foi condenado a pagar R$ 400 mil de indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel. A juíza responsável destacou a personalidade manipuladora de Jairinho e a vulnerabilidade da criança. Por outro lado, ressaltou que Monique sofreu uma reação social “desproporcional e discriminatória” influenciada pela cultura patriarcal, justificando a extinção da sua punibilidade pelo perdão judicial.

O julgamento também resultou na condenação do médico Jefferson Evangelista Corrêa por falsa perícia, após apresentar laudos contestados pela acusação. Desde a morte de Henry, em março de 2021, até o veredito final, passaram-se mais de cinco anos, com diversas reviravoltas no processo. O caso levou à criação da Lei Henry Borel, que classifica como crime hediondo o homicídio de crianças e adolescentes.

Com informações do Agora RN.

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