No Rio Grande do Norte, as conchas de ostras descartadas ganharam um novo propósito nas mãos da artesã Miriam Ferreira. A produção de peças artesanais a partir desses resíduos nasceu na pandemia, quando Miriam, motivada pela fé, começou a criar arte sacra em casa. Durante uma viagem a Georgino Avelino, ela percebeu que as conchas que seriam jogadas fora podiam ser reutilizadas em seus trabalhos.
O processo é cuidadoso: as conchas são recolhidas em comunidades como Georgino Avelino e Barreta, passam por uma limpeza rigorosa e são montadas sobre bases feitas de papelão e cola quente. Além das ostras, Miriam usa materiais recicláveis como garrafas PET e restos de jeans para compor suas peças, que hoje são vendidas por encomenda e em feiras, especialmente pelo perfil @santacruta nas redes sociais.
Para a artesã, o trabalho vai além do artesanato, representando um compromisso com a sustentabilidade e o reaproveitamento de resíduos. Contudo, ela destaca as dificuldades enfrentadas pelo setor, principalmente a falta de incentivo e valorização no Rio Grande do Norte. Mesmo assim, Miriam segue produzindo e também apoia outros artesãos por meio do grupo Mulheres Raízes, ampliando oportunidades para a categoria na região.
Com informações do Agora RN.
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