A Polícia Militar do Rio Grande do Norte iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades cometidas por seus agentes após a eleição suplementar em Ouro Branco, realizada no último fim de semana. A apuração foi oficializada nesta sexta-feira (22) pelo Diário Oficial do Estado, com o objetivo de analisar a conduta dos policiais que estavam de serviço durante os conflitos registrados na cidade.
A abertura do inquérito ocorre após denúncias feitas por vereadores locais, que relataram vandalismo, ameaças e falhas na atuação policial logo após o pleito decidido por apenas 17 votos. Segundo os parlamentares, moradores ligados à ex-candidata derrotada sofreram ataques com lixo, ovos e restos de comida, gerando um clima de insegurança. Eles também questionaram a postura do 1º sargento Dirceu de Medeiros Costa, apontado como aliado do grupo político vencedor e acusado de parcialidade.
De acordo com a portaria, o inquérito visa investigar “suposto cometimento de crime militar” por parte dos policiais envolvidos. O major Millend Garcia de Macedo Araújo foi nomeado para conduzir a apuração, que tem prazo inicial de 40 dias, podendo ser estendido por mais 20. A eleição em Ouro Branco foi convocada depois da cassação do prefeito e vice por abuso de poder, e o pleito terminou com a vitória do candidato Professor Amariudo por uma margem mínima.
Com informações do Agora RN.
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