O Rio Grande do Norte registrou queda no desemprego no primeiro trimestre de 2026, com a taxa chegando a 7,6%, quarta menor do Nordeste. O número representa uma redução de 2,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 9,9%. No entanto, houve aumento de 0,9 ponto percentual em comparação ao último trimestre de 2025.
Apesar da melhora, o economista Arthur Néo, vice-presidente do Corecon-RN, alerta que os empregos gerados são, em sua maioria, de baixa qualificação e renda. A renda média do trabalhador potiguar ficou em R$ 2.953, uma leve alta em relação ao trimestre anterior, mas ainda insuficiente para um avanço econômico sólido.
O número de pessoas desocupadas caiu para cerca de 113 mil, uma redução de 25,4% sobre o ano anterior, e o contingente de desalentados — aqueles que desistiram de procurar emprego — também diminuiu. A taxa de informalidade no Estado é de 41,5%, a menor do Nordeste, mas ainda acima da média nacional, o que preocupa pelo impacto negativo na arrecadação e nas políticas públicas.
O economista destaca que, apesar dos dados positivos, o desafio é qualificar a mão de obra e criar empregos melhores para que a recuperação do mercado de trabalho potiguar seja efetiva e sustentável.
Com informações do Agora RN.
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