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terça-feira, 16 junho / 2026

O Rio Grande do Norte manteve em 2025 a maior renda domiciliar per capita da região Nordeste pelo terceiro ano seguido, chegando a R$ 1.779, com crescimento de 9,4% em relação a 2024. Apesar do avanço acima da média nacional, o estado continua entre os mais desiguais do país, com índice de Gini de 0,540, o terceiro maior do Brasil.

A concentração de renda é evidente: os 10% mais ricos ganham, em média, 16 vezes mais que os 40% mais pobres. Enquanto a parcela mais vulnerável recebe cerca de R$ 754 mensais, o 1% mais rico tem renda superior a R$ 20 mil. Essa desigualdade está ligada à forte dependência do setor público, aposentadorias e benefícios sociais, que respondem por cerca de 34% da renda domiciliar potiguar.

Além disso, apenas 66,4% da renda vem do trabalho, um dos menores índices do país, refletindo um mercado de trabalho limitado e baixa capacidade de gerar empregos formais qualificados. Especialistas apontam que o RN precisa diversificar sua economia, investir em educação e infraestrutura para transformar o crescimento econômico em oportunidades reais para a maioria da população.

Com informações do Agora RN.

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