Os Correios fecharam 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do registrado em 2024, quando o déficit foi de R$ 2,6 bilhões. O principal motivo para o resultado negativo é o aumento das despesas com processos judiciais, que consumiram R$ 6,4 bilhões, especialmente por demandas trabalhistas relacionadas a adicionais de periculosidade e de atividade externa.
Além disso, a receita bruta da estatal caiu 11% em comparação ao ano anterior, totalizando R$ 17,3 bilhões. Os custos fixos elevados dificultam o ajuste rápido das despesas diante da redução de receita, mantendo a empresa em um ciclo de perdas que já dura 14 trimestres consecutivos.
Para tentar conter a crise, os Correios receberam R$ 12 bilhões em empréstimos e adotaram medidas como planos de demissão voluntária, que somaram mais de 6 mil desligamentos nos últimos dois anos. O presidente da empresa, Emmanoel Schmidt Rondon, afirma que a privatização não está nos planos e aposta em uma recuperação financeira a partir de 2027, com foco na reestruturação interna e na manutenção dos serviços públicos.
Com informações do Agora RN.
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