O Exército repassou cerca de R$ 39 milhões ao Banco Master por meio de descontos de empréstimos consignados feitos no contracheque de militares da ativa, reserva e pensionistas. Os valores foram transferidos diretamente para a instituição financeira, segundo relatório do Coaf enviado à CPI do Crime Organizado no Senado.
O documento aponta possíveis irregularidades na movimentação do dinheiro após o recebimento pelo banco, como o débito imediato dos valores e a concentração dos recursos em uma única conta, o que dificulta o rastreamento do destino final e dos beneficiários. O Banco Master foi credenciado pelo Exército em fevereiro de 2023, com contrato previsto até 2024 e prorrogado até 2027, mas o acordo foi encerrado unilateralmente em novembro de 2025, após a liquidação do banco pelo Banco Central.
Dados do Portal da Transparência confirmam os repasses: R$ 36,1 milhões em 2023, R$ 37,6 milhões em 2024 e R$ 23,4 milhões em 2025. O Exército afirmou que não houve prejuízo aos cofres públicos, pois os recursos são de origem privada e a Força atua apenas como intermediária, descontando valores autorizados pelos militares. A Força Aérea também teve contrato semelhante com o banco, mas suspendeu os repasses após a liquidação da instituição.
Com informações do Agora RN.
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