Um estudo brasileiro apresentado no Eurogin 2026 mostra que o teste molecular de genotipagem detecta quase seis vezes mais infecções por HPV de alto risco do que o exame tradicional de papanicolau. A pesquisa faz parte do projeto TENDA+, que busca melhorar o rastreamento do câncer de colo do útero.
O levantamento analisou amostras de mulheres entre 20 e 69 anos em cidades próximas ao Distrito Federal, submetidas aos dois exames ao mesmo tempo. O teste molecular identificou cerca de 5,6 vezes mais infecções pelo vírus que está ligado ao câncer cervical, permitindo um diagnóstico muito mais precoce.
Outro ponto importante é o aumento da infecção em mulheres entre 40 e 60 anos, faixa não contemplada pela vacinação do SUS, que hoje é focada principalmente em adolescentes. Os especialistas destacam que o exame molecular oferece uma detecção mais eficiente, pois identifica o vírus antes mesmo de alterações celulares aparecerem.
Esse avanço tecnológico reforça a necessidade de combinar métodos modernos de diagnóstico com políticas públicas mais amplas, além de promover hábitos saudáveis para reduzir os riscos de câncer.
Com informações do Agora RN.
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