Um estudo recente aponta que o Brasil poderia economizar R$ 186,4 bilhões em uma década se adotasse regras mais rígidas para limitar os supersalários no serviço público, principalmente nas carreiras jurídicas. Atualmente, muitos magistrados, promotores e defensores recebem valores que ultrapassam o teto constitucional de R$ 46,3 mil mensais, devido ao pagamento de verbas extras conhecidas como “penduricalhos”.
Em 2025, quase 90% dos juízes e pensionistas receberam acima do teto, com um gasto extra de R$ 12,6 bilhões só naquele ano. A média anual da magistratura chegou a R$ 1,08 milhão, o dobro do limite legal, e alguns servidores ganharam mais de R$ 2 milhões. Ao todo, estima-se que cerca de 67 mil servidores jurídicos receberam acima do teto, com um gasto adicional de R$ 24,3 bilhões.
A pesquisa comparou ainda os salários brasileiros com os de países como Estados Unidos, França e Alemanha, mostrando que os ganhos aqui são muito maiores, mesmo entre os profissionais de nível médio. Enquanto outros países têm mecanismos eficazes para controlar esses valores, no Brasil a falta de transparência e fiscalização facilita o descumprimento do teto.
Além da esfera federal, o problema se repete em estados e capitais, onde a transparência é limitada e dificulta o controle dos gastos públicos. O estudo sugere que, com a adoção de padrões internacionais e a revisão das carreiras e benefícios, o impacto fiscal poderia chegar a R$ 578 bilhões em 20 anos.
Com informações do Agora RN.
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